Seus períodos
Arte pré-histórica (c. 40000-3000 a.C.)[editar | editar código-fonte]
Desenvolveu-se entre o
Paleolítico Superior e o
Neolítico, onde aparecem as primeiras manifestações que podem ser consideradas como arte. No Paleolítico o homem, dedicado à
caça e vivendo em cavernas, praticou a chamada
arte rupestre. No Neolítico tornou-se sedentário e desenvolveu a
agricultura, com sociedades cada vez mais complexas, onde a
religião ganhou importância. São exemplos os monumentos megalíticos e um início de produção artesanal na forma de vasos de
cerâmica e
estatuetas.
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Pinturas rupestres na gruta de
Lascaux
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No
Egito e na
Mesopotâmia viveram as primeiras civilizações altamente estruturadas, e seus artistas/artesãos produziram obras complexas que já apresentam uma especialização profissional. A arte egípcia se caracterizou pelo caráter religioso e político, com destaque para a arquitetura, a pintura e a escultura. A escultura e a pintura mostram a figura humana em um estilo fortemente hierático e esquemático, devido à rigidez de seus cânones simbólicos e religiosos. A arte mesopotâmica se desenvolveu na área entre os rios
Tigre e
Eufrates, sendo testemunha de culturas diferentes, como os
sumérios,
acadianos,
assírios e
persas. Na arquitetura se incluem os
zigurates, grandes templos piramidais em degraus, enquanto que na escultura predomina cenas religiosas, de caça e de guerra, com a presença de figuras humanas e animais reais ou mitológicos.
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A arte da Grécia Antiga marcou a evolução da arte ocidental. Depois de um começo em que salientaram as civilizações
Minoica e
Micênica, a arte grega se desenvolveu em três períodos: arcaico, clássico e helenístico. Na arquitetura se destacaram os
templos, com suas três ordens: dórica, jônica e coríntia. Na escultura dominou a representação do corpo humano, atingindo uma síntese entre naturalismo e idealismo no período clássico, com destaque para a produção de
Míron,
Fídias,
Policleto e
Praxíteles. Com claros precedentes na arte etrusca e na arte grega, a arte romana alcançou quase todos os cantos da Europa, Norte de África e do Oriente Médio, estabelecendo as bases da arte ocidental. Grandes engenheiros e construtores, se destacaram na arquitetura civil desenvolvendo o
arco e a
cúpula, com a construção de estradas, pontes, aquedutos e obras urbanas, bem como os templos, palácios, teatros, anfiteatros, circos, banhos, arcos triunfais, etc. A escultura, inspirada na grega, é também centrada na figura humana, mas de forma mais realista. A pintura e o
mosaico são conhecidos pelos vestígios encontrados em
Pompeia e alguns outros lugares.
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Frontão de Talamon, etrusco
A arte medieval, sendo uma derivação direta da arte romana, inicia com a
arte paleocristã, após a oficialização do
cristianismo como religião do
Império Romano. Trabalharam as formas clássicas para interpretar a nova doutrina religiosa. Porém, logo o estilo clássico se pulverizou em uma multiplicidade de escolas regionais, com o aparecimento de formas mais esquemáticas e simplificadas. Na arquitetura destacou-se como o tipo
basílica, enquanto que na escultura os
sarcófagos assumiram papel destacado, bem como os mosaicos e as pinturas das
catacumbas. A etapa seguinte constituiu a chamada
arte bizantina, incorporando influências orientais e gregas, e tendo no ícone e nos mosaicos seus gêneros principais. A
arte românica seguiu-lhe paralelamente, recebendo a influência de povos bárbaros como os
germânicos,
celtas e
godos. Foi o primeiro estilo de arte internacional depois da queda do Império Romano. Eminentemente religiosa, a maioria da arte românica visa a exaltação e difusão do cristianismo. A arquitetura enfatiza o uso de abóbadas e arcos, começando a construção de grandes catedrais, que continuará durante o
gótico. A escultura se desenvolveu principalmente no âmbito arquitetônico, com formas esquematizadas. A
arte gótica se desenvolveu entre os séculos XII e XVI, sendo um momento de florescimento econômico e cultural. A arquitetura foi profundamente alterada a partir da introdução do
arco ogival e do
arcobotante, nascendo formas mais leves e mais dinâmicas, que possibilitaram a construção de edifícios mais altos e com aberturas maiores, tipificados na catedral gótica. A escultura continua principalmente enquadrada na obra arquitetônica, mas começou a desenvolver-se de forma autônoma, com formas mais realistas e elegantes inspirados pela natureza e, em parte, numa recuperação de influências clássicas. Aparecem grandes retábulos escultóricos e a pintura desenvolve técnicas inovadoras como o óleo e a têmpera, criando-se obras de grande detalhamento.
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A Idade Moderna inicia no Renascimento, período de grande esplendor cultural na Europa. A religião deu lugar a uma concepção científica do homem e do universo, no sistema do
humanismo. As novas descobertas geográficas levaram a civilização europeia a se expandir para todos os continentes, e através da invenção da
imprensa a cultura se universalizou. Sua arte foi inspirada basicamente na arte clássica greco-romana e na observação científica da natureza. Entre seus expoentes estão
Filippo Brunelleschi,
Leon Battista Alberti,
Bramante,
Donatello,
Leonardo da Vinci,
Dante Alighieri,
Petrarca,
Rafael,
Dürer,
Palestrina e
Lassus. Sua continuação produziu o
Maneirismo, com a emergência de um maior individualismo e um senso de drama e extravagância, proliferando em inúmeras escolas regionais. Também foi importante nesta fase a disputa entre
protestantes e
católicos contra-reformistas, com repercussões na arte sacra.
Shakespeare,
Cervantes,
Camões,
Andrea Palladio,
Parmigianino,
Monteverdi,
El Greco e
Michelangelo são alguns de seus representantes mais notórios. No período
barroco fortaleceram-se os Estados nacionais, dando origem ao
absolutismo. Como reflexo disso a arte se torna suntuosa e grandiloquente, privilegiando os contrastes acentuados, o senso de drama e o movimento. Firmam-se grandes escolas em vários países, como na Itália, França, Espanha e Alemanha. São nomes fundamentais do período
Góngora,
Vieira,
Molière,
Donne,
Bernini,
Bach,
Haendel,
Lully,
Pozzo,
Borromini,
Caravaggio,
Rubens,
Poussin,
Lorrain,
Rembrandt,
Ribera,
Zurbarán,
Velázquez, entre uma multidão de outros.
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Sua sequência foi o
Rococó, surgido a partir de meados do século XVIII, com formas mais leves e elegantes, privilegiando o decorativismo, a sofisticação aristocrática e a sensibilidade individual. Ao mesmo tempo se firmava uma corrente
iluminista, pregando o primado da razão e um retorno à natureza. Foram importantes, por exemplo,
Voltaire,
Jean-Jacques Rousseau,
Carl Philipp Emanuel Bach,
Jean-Antoine Houdon,
Antoine Watteau,
Jean-Honoré Fragonard,
Joshua Reynolds e
Thomas Gainsborough. No final do século emergem duas correntes opostas: o
Romantismo e o
Neoclassicismo, que dominarão até meados do século XIX, às vezes em sínteses ecléticas, como na obra de
Goethe. O Romantismo enfatizava a experiência individual do artista, com obras arrebatadas, visionárias e dramáticas, enquanto que o Neoclassicismo recuperava o ideal equilibrado do classicismo e impunha uma função social moralizante e política para a arte. Na primeira corrente podem ser destacados
Victor Hugo,
Byron,
Eugène Delacroix,
Francisco de Goya,
Frédéric Chopin,
Ludwig van Beethoven,
William Turner,
Richard Wagner,
William Blake,
Albert Bierstadt e
Caspar David Friedrich, e, na segunda,
Jacques-Louis David,
Mozart,
Haydn e
Antonio Canova.
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Perseu, de Canova, neoclássico
O século XX se caracterizou por uma forte ênfase no questionamento das antigas bases da arte, propondo-se a criar um novo paradigma de cultura e sociedade e derrubar tudo o que fosse tradição. Até meados do século as vanguardas foram enfeixadas no rótulo de
modernistas, e desde então elas se sucedem cada vez com maior rapidez, chegando aos dias de hoje a um estado de total pulverização dos estilos e estéticas, que convivem, dialogam, se influenciam e se enfrentam mutuamente. Também surgiu uma tendência de solicitar a participação do público no processo de criação, e incorporar ao domínio artístico uma variedade de temas, estilos, práticas e tecnologias antes desconhecidas ou excluídas. Entre as inúmeras tendências do século XX podemos citar:
art nouveau,
fauvismo,
pontilhismo,
abstracionismo,
expressionismo,
realismo socialista,
cubismo,
futurismo,
dadaísmo,
surrealismo,
funcionalismo,
construtivismo,
informalismo,
arte pop,
neorrealismo, artes de ação (
performance,
happening,
fluxus,
instalação),
op art,
videoarte,
minimalismo,
arte conceitual,
fotorrealismo,
land art,
arte povera,
body art,
arte pós-moderna,
transvanguarda,
neoexpressionismo.
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Dente e garfo, 1922, de
Hans Arp, modernista
Salvador Dali A (Dali Atomicus), fotografia surrealista de
Philippe Halsman, 1941
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A respiração do deserto, 1997, land art de Danae Stratou, Alexandra Stratou e Stella Constantinides
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